quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Na noite passada, afastado da solidão com a presença absoluta de minha filha comigo, sonhei um sonho que pela primeira vez representou um alívio interior, não um sopro fresco e melancólico das vezes que sonho com meu pai ou como minha prima, mas um alívio de dizer e ser ouvido com toda a brutalidade do tom e do teor tão desejado por uma mágoa crescente. Falei tudo e tanto e fui as vias de fato e estapeei o rosto ao som de berros de recusa e depois com o olhos sofregos de aceitação entre lágrimas de raiva ressecada, mas senti que tudo havia sido dito, da forma como gostaria de ter dito e com a aceitação, mesmo que contrarida, da verdade. Espero que esta energia de tensão não tenha atrapalhado o sono de minha filha, que linda e pura dormia em sua caminha ao meu lado.

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